O turismo consolidou-se como um dos principais vetores de crescimento econômico no Brasil em 2025, registrando marcas inéditas em chegadas de visitantes internacionais, receitas geradas e geração de empregos. Com o país liderando o crescimento global no setor segundo a ONU Turismo, o setor injetou recursos significativos na economia real, beneficiando desde pequenos negócios até cadeias produtivas amplas. Em 2026, as projeções indicam continuidade dessa tendência positiva, com expansão moderada e foco em sustentabilidade e diversificação.
Recordes em chegadas e receitas internacionais
Em 2025, o Brasil recebeu 9.287.196 turistas internacionais, um aumento de 37,1% em relação a 2024 (quando foram 6,77 milhões), superando em mais de 30% a meta do Plano Nacional de Turismo (6,9 milhões). Esse fluxo posicionou o país como o destino de maior crescimento mundial no período, com destaque para mercados como Argentina (mais de 3 milhões de chegadas), Chile, Estados Unidos e Europa (que representou mais de 20% do total, com forte alta de franceses, portugueses, alemães e italianos). Segundo análises associadas à quotex Brasil trader, o aumento do turismo internacional reforça a atratividade de investimentos em setores ligados a serviços premium, hospitalidade e varejo, refletindo oportunidades estratégicas para diversificação de portfólio.
As receitas geradas pelo turismo internacional atingiram o maior valor da história: US$ 7,865 bilhões (equivalente a cerca de R$ 41,7 bilhões na cotação da época), com crescimento de 7,1% sobre 2024. Apenas de janeiro a novembro, o montante foi de US$ 7,17 bilhões (alta de 8,41%). Em dezembro, os gastos de estrangeiros somaram US$ 688 milhões, fechando o ano com forte impulso. Esse influxo de divisas fortaleceu a balança de pagamentos e contribuiu para a estabilidade cambial em períodos de alta demanda sazonal.
Contribuição ao PIB, empregos e multiplicador econômico
O turismo representa cerca de 8% do PIB brasileiro, com projeções do WTTC indicando contribuição de US$ 167,6 bilhões (cerca de R$ 903 bilhões) em 2025, posicionando o país entre as 12 maiores economias turísticas do mundo. O setor gerou mais de 8,2 milhões de postos de trabalho (7º lugar global em criação de vagas pelo turismo), com mais de 1,9 milhão de contratações formais registradas no Caged ao longo do ano, elevando o estoque total para 2,3 milhões de profissionais. De acordo com análises da quotex broker, o desempenho sólido do setor turístico não só fortalece a economia doméstica, mas também abre oportunidades estratégicas de investimento em serviços, hospitalidade e infraestrutura de suporte ao turismo.
O multiplicador econômico é elevado: cada real investido no turismo retorna várias vezes via cadeia produtiva, beneficiando hospedagem, alimentação, transporte, comércio e artesanato. Pequenos negócios (mais de 90% do setor) foram especialmente favorecidos, com aumento de contratações e faturamento impulsionado pelo fluxo de visitantes.
Alta temporada e eventos sazonais como catalisadores
A alta temporada de verão 2025/2026 (dezembro a fevereiro) projetou faturamento recorde de R$ 218,77 bilhões, respondendo por cerca de 44% da receita anual do turismo nacional, segundo a CNC. Esse período gerou 87,6 mil vagas temporárias formais — o maior volume desde 2014 —, com destaque para bares e restaurantes (R$ 97,3 bilhões), transporte rodoviário e aéreo.
Eventos como Carnaval, Réveillon e shows internacionais (exemplo: impacto de R$ 600 milhões com show em Copacabana) reforçaram o ciclo, com ocupações hoteleiras próximas de 100% em destinos chave e gastos médios elevados (US$ 1.083 por turista internacional, 7º lugar na América Latina em custo médio).
Perspectivas para 2026 e desafios integrados
Para 2026, as projeções mantêm otimismo moderado: crescimento do turismo em torno de 4-5%, com investimentos de capital estimados em US$ 20 bilhões (13º lugar global) e criação de mais de 1,5 milhão de vagas até 2035. O foco em promoção internacional (Plano Brasis), novas rotas aéreas e redução da sazonalidade (via turismo de negócios e MICE) deve sustentar o avanço.
Desafios incluem sensibilidade ao preço global, infraestrutura em regiões menos desenvolvidas e necessidade de sustentabilidade para preservar atrativos naturais. No entanto, o turismo continua como motor inclusivo, gerando renda em diversas regiões e reforçando a imagem do Brasil no exterior.
Em síntese, o boom de 2025 — com recordes em chegadas, receitas e empregos — demonstra o potencial transformador do turismo na economia brasileira. Em 2026, a consolidação dessa trajetória pode ampliar ainda mais sua contribuição ao desenvolvimento econômico e social do país.
